quarta-feira, 26 de julho de 2017

DMP | Desapego | Livros para troca no Skoob | #1

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Olá você! Como vai sua semana? Andei meio distante do blog esses dias, mas foi por um bom motivo: não estava afim. Escrever por escrever não faz bem a ninguém, então eu só deixei estar.

Hoje, volto para falar sobre os livros que coloquei à disposição para troca pelo Skoob Plus. São bons livros, bem conservados e dos quais eu gosto um pouco - mas não o suficiente para ler novamente.

Link para meu perfil no Skoob - Lembrando que só vou fazer trocas com quem participar do Skoob Plus.

Vamos a eles:

1) As crônicas de Nárnia - volume único - C. S. Lewis - Resenha

Eu comprei esse livro há uns dois ou três anos, li e não achei aquelas maravilhas que todo mundo fala. Acho que meu limite para infantil foi Pedro Bandeira e Harry Potter, porque depois disso, nenhum livro me interessou muito.

Estou disponibilizando o livro por 2 créditos, porque ele está em bom estado. Sem rabiscos e sem dobras nas páginas. Leve dobra na capa.











2) A culpa é das estrelas - John Green - Resenha

Bom, esse é um dos meus livros favoritos entre os que estou disponibilizando. Eu realmente me apaixonei pela história e, nesse caso, não é que eu não queria ler novamente. Mas realmente não tenho mais espaço para acumular livros. Então, esse foi sorteado.

O livro está em ótimo estado. Sem dobras, sem rabiscos, sem qualquer sinal de estrago. Comprado em 2013. Disponibilizado por 2 créditos.











3) Cidades de papel - John Green - Resenha

Mais um livro do John Green na lista. Só que desse eu não gostei muito. É um daqueles raros casos em que o filme é melhor. O que também não significa que o livro não seja razoavelmente bom.

Também está em ótimo estado de conservação, comprado em 2016. Liberado por 2 créditos.












4) Os três mosqueteiros - Alexandre Dumas - Resenha

Bom, esse já é um caso mais complicado na minha vida. É um clássico da literatura, que muita gente ama, principalmente Hollywood.

Eu gostei, mas não amei.

O livro está em bom estado de conservação, considerando que é de quando minha mãe era adolescente. As páginas são brancas e a capa é dura.

O único problema é que, quando fui tirar os marcadores adesivos, uma página ficou com uma manchinha quase imperceptível. Estou liberando por 1 crédito.





Tem outros livros que estou disponibilizando, mas como ainda não tirei foto deles, vou deixá-los para o próximo post.

Até a próxima, tenham uma ótima semana e fui =].

domingo, 16 de julho de 2017

Série | Recomendação | Favoritas | Parte 1

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Olá de novo! =D

Hoje eu vim falar sobre as minhas séries favoritas, só porque senti vontade mesmo... E porque hoje estreia a sétima temporada de Game of Thrones e não consigo me aguentar de ansiedade =P

As séries que vou citar aqui são muito diferentes entre si e boa parte delas ainda não terminaram. Algumas nem são assim tão boas, mas gosto não se discute. Nem com você mesmo.

*

1) Supernatural



Já cansei de ler nos comentários do Omelete ou do Jovem Nerd, toda vez que eles postam alguma coisa sobre a série: "Supernatural deveria ter acabado na quinta temporada".

Amigo, se você não gosta, não assiste. Se acha que deveria ter acabado na quinta temporada, ótimo. Eu até concordo com você. É muito fácil ver em que pontos a série andou passando um pouco dos limites, forçando uma mitologia só para dar continuidade à trama. Então, sim, eu entendo seu comentário. No entanto...

Eu gosto da série mesmo assim. E sabe porquê? Porque os próprios atores e produtores não se levam a sério. Isso pode não parecer uma coisa boa, mas veja por esse lado: é apenas um bando de gente se divertindo fazendo o que gostam e entretendo pessoas que querem consumir o produto deles. Qual o problema disso?

Claro, tem só uma coisa que realmente me incomoda em alguns momentos: o excesso de drama entre os irmãos. Tem lá bastante coisa que gosto nesse aspecto, mas tem aquela pisada fora da linha que é difícil perdoar. Eles são mutualmente dependentes e começo a achar que isso é caso para um psicólogo.

De qualquer forma, a série fala sobre dois irmãos que caçam criaturas sobrenaturais pelo país. Lá no comecinho da série, a proposta era encontrar o pai e o demônio que causou a morte de sua mãe. Depois, foram impedir o Apocalipse e, desde então, cada coisa que eles resolvem acarreta outro problema e por aí vai.

Alguns dizem que a série vai durar enquanto os protagonistas quiserem fazê-la, outros já estão colocando um ponto final na temporada 14 ou 15. Não sabemos direito. Talvez esteja na hora de terminar, mas para ser sincera, já estou sentindo saudade desde já.


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2) Orphan Black



Essa série foi uma grande surpresa para mim. Eu já tinha visto a propaganda na Sony e ouvido a Aline do Omelete falar muito bem da trama, mas um dia, depois de assistir Sense8, resolvi arriscar essa.

E que série, minha gente!

Trata-se de uma série de ficção científica na qual a clonagem de seres humanos é possível. Sarah, uma criminosa que está voltando para casa depois de muito tempo para recuperar sua filha, encontra em uma estação de trem uma mulher muito parecida com ela mesma. As duas se olham por alguns instantes, até que a outra mulher simplesmente deixa a bolsa para trás e pula na linha do trem. Sem entender o que acaba de acontecer, Sarah vai até a bolsa da mulher e pega sua carteira.

A partir daí, ela assume a identidade da mulher, mas seus problemas apenas começam. Isso porque ela descobre que Beth (a mulher que se jogou na frente do trem) é apenas uma das muitas mulheres que se parecem com ela. Tem a dona de casa Alison, a cientista Cosima, a assassina Helena e por aí vai.

Sério, é boa!


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3) Sense8



Tá, nem é justo indicar uma série que foi cancelada, mas a Netflix prometeu fazer um episódio especial de duas horas para dar fim à trama, então, na minha concepção, vale sim. Além disso, a série é muito mais que a sua trama. Ela fala de questões humanas, acima de tudo, sobre diversidade e a necessidade de termos mais empatia.

A história fala sobre oito pessoas de diferentes lugares do mundo que, do dia para a noite, começam a se conectar psiquicamente. Eles podem conversar como se falassem a mesma língua, acessar habilidades uns dos outros, e até sentir o que o outro sente. A cena em que o Lito sente os efeitos da cólica e TPM da Sun é maravilhosa!

Os personagens são cativantes, a trama te deixa realmente envolvido, as cenas são lindas, bem filmadas. Os atores são ótimos. Eu amo muito essa série. Foi terrível saber da decisão da Netflix, mas eu entendo. Era uma série muito cara, para poucas pessoas assistirem: a maioria brasileiros, diga-se de passagem.

Por favor, dê uma chance. São pouco mais de 20 capítulos e 2 temporadas.

Plus: É das mesmas criadoras de Matrix!


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4) Game of Thrones



É, pois é. Eu não ia citar a série lá em cima só para deixá-la de fora da lista, né.

Acho pouco provável que ainda haja alguém que não conheça a série, mas não custa nada explicar de novo.

Trata-se de uma série de fantasia baseada nos livros de George R. R. Martin e que fazem parte d'As crônicas de gelo e fogo. Tem dragões, lobos gigantes, zumbis de gelo e outras criaturas-estranhas-ainda-não-explicadas. Mas também tem muita intriga política, com famílias nobres guerreando para ver quem vai sentar a bunda no Trono de Ferro. Se é que vai sobrar alguma coisa quando o Rei da Noite chegar. Provável que não.

A mitologia da série é muito complexa para tentar sintetizar em poucas linhas. É preciso assistir. E ler. Aqui no blog temos resenha dos três primeiros livros, que vou deixar linkados abaixo. Eu estou no meio da leitura do quarto livro. Mas vale a recomendação extra aqui: os livros são muito bem escritos, cada capítulo falando de um personagem diferente e a ambientação que o George R. R. Martin faz de cada cenário é uma aula de escrita. Maravilhoso!


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5) Stranger Things



Outra série da Netflix que simplesmente não podia ficar fora dessa lista. Ela me conquistou desde o primeiro episódio e não sei como pode ter alguém que não se rendeu a essas crianças ainda... né Fred.

Enfim...

A história é sobre um grupo de garotos que descobrem que um de seus amigos desapareceu. Mais: tem um monstro aterrorizando a cidadezinha em que eles moram. E a única esperança deles é uma garota chamada Eleven e que tem poderes telecinéticos.

A série foi criada com a intenção de homenagear os filmes dos anos 80, especialmente as obras de Steven Spielberg e Stephen King.



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Espero que vocês possam dar uma chance a essas séries, porque elas são maravilhosas e merecem serem acompanhadas. Se já assistiu alguma ou pretende assistir, por favor deixe nos comentários e vamos conversar =]



Links:

As crônicas de gelo e fogo [Game of Thrones] - George R. R. Martin

A guerra dos tronos ] |A fúria dos reis ] |A tormenta de espadas ]

sábado, 8 de julho de 2017

Livro | Resenha | Os três mosqueteiros - Alexandre Dumas

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Os três mosqueteiros foi um dos livros que mais despertaram minha curiosidade ao longo desses anos como leitora. Eu conheci a história quando era criança, através do filme de 1993, que passava na Sessão da Tarde, com nomes como: Charlie Sheen (Aramis), Kiefer Sutherland (Athos), Oliver Platt (Porthos), Chris O'Donnell (D'Artagnan) e Tim Curry (Cardeal de Richelieu). Eu não lembro de muitos detalhes do filme, porque eu era muito pequena, mas lembro que me divertia quando passava... Hoje em dia acho apenas curioso que Charlie Sheen tenha atuado como Aramis...

A leitura é surpreendentemente fácil e fluída, por causa dos diálogos - cumpridos demais, na minha opinião, mas justificados pelo simples fato de que a história foi escrita em formato de folhetim e, à época, os autores ganhavam por página/palavras. Ou seja... para bom entendedor, meia palavra basta, mas para bom escritor, talvez seja necessário o dobro de palavras...

Calma, não estou falando mal do livro nem do autor. Eram outros tempos e o livro não é ruim. Longe disso. O que acontece é que eu e o Alexandre Dumas tivemos algumas diferenças ao longo dessa leitura. Enquanto eu tentava me lembrar que o livro foi escrito por volta de 1800 e que sua história se passa nos idos de 1600, e, por mais que eu tentasse entender que os personagens e suas atitudes refletissem essa época, algumas coisas na história iam me deixando cada vez mais desanimada com as diferenças culturais dos séculos que nos separam.

Outra dificuldade foi lidar com o protagonista, o rapazote D'Artagnan. Eu sei que boa parte desses personagens foram pessoas que realmente existiram, pois Os três mosqueteiros é um romance histórico. Mesmo assim, não consegui me desapegar da minha antipatia pelo protagonista. Ele tem todas aquelas qualidades clássicas dos heróis: ele é jovem, impulsivo, sagaz quando quer, apaixonado pelo sexo feminino e bom de luta. Ora, não tem como errar com um personagem desses. Além disso, a história tem um constante tom de aventura, comédia e ironia, então eu tenho certeza que o personagem e suas aventuras agradam muita gente (desnecessário dizer, já que o livro é um dos clássicos universais obrigatórios da literatura).

A história tem um ritmo acelerado, nunca ficando muito tempo parada, mas ao mesmo tempo, sem parecer chegar a lugar algum. O tempo todo D'Artagnan sai de uma situação difícil e logo se mete em outra, enquanto a trama principal acaba ficando esquecida por um tempo, para voltar triunfante no final. O que é muito bem feito pelo autor.

*

D'Artagnan é um jovem que, por recomendação do pai, segue para Paris com o sonho de se tornar Mosqueteiro. Para isso, seu pai escreve uma carta para um amigo, o comandante dos Mosqueteiros, recomendando-lhe o filho para o serviço do rei. No entanto, no meio do caminho para Paris, D'Artagnan se mete em uma briga com um homem misterioso, que lhe rouba a carta. Na ocasião, ainda, D'Artagnan testemunha esse mesmo homem falando com uma mulher que aparenta ser da alta sociedade.

Em Paris, os problemas de D'Artagnan não terminam. Ao reconhecer o homem com quem teve aquela desavença, ele começa a persegui-lo pela cidade, esbarrando em outras pessoas pelo caminho: os três mosqueteiros mais encrenqueiros de Paris. O primeiro, Athos, marca um duelo para o meio-dia. O segundo, Porthos, marca outro duelo para a uma hora. O terceiro, Aramis, outro duelo para as duas horas. O encontro dos quatro homens é interrompido pelos guardas do Cardeal, com quem travam uma batalha sangrenta. Pelo valor demonstrado em combate, D'Artagnan conquista a confiança dos outros três e a partir desse momento, eles não mais se separaram. E aí está a minha parte favorita do livro inteiro: a amizade entre os quatro personagens centrais. "Todos por um e um por todos".

O Cardeal de Richelieu é logo no começo apontado como o principal vilão do livro, porém, mais adiante, quem se destaca é Milady. Geralmente, assim como não morro de amores por protagonistas, também não costumo gostar dos vilões. Ou, pelo menos, não tenho a tendência de "romantizar" ou "simpatizar" com eles. Porém, nesse livro, minha personagem favorita foi justamente Milady. Não que tenha sido assim logo de primeira, mas à medida que Dumas deu mais espaço para a personagem e suas maquinações, eu não consegui mais desgrudar os olhos do livro.

Apesar de não ser uma personagem trabalhada profundamente e tendo apenas ambição como força motriz, Dumas conseguiu me convencer que essa mulher é forte, inteligente e perigosa.

Nenhuma outra mulher na história recebe melhor tratamento do autor. Algumas mais inocentes e outras mais indecentes, todas parecem "vis e danosas". Porém, é aquela coisa, esse é um livro escrito em outra época, refletindo valores de outras épocas.

Os três mosqueteiros é uma boa pedida para quem gosta de aventuras e personagens caricatos. É uma história leve e bem humorada, que leva seu próprio tempo para evoluir para algo mais sério e até violento.

Apenas procure não ser tão mal humorado quanto eu e vai aproveitar melhor...

*


Os três mosqueteiros é o primeiro livro d'A trilogia dos mosqueteiros, composta também pelos livros Vinte anos depois e O Visconde de Bragelonne. O primeiro livro foi adaptado várias vezes e se tornou uma história conhecida no mundo todo - mesmo quem não leu os livros conhece os nomes de Athos, Porthos, Aramis e D'Artagnan. O filme O homem da máscara de ferro adapta a história do terceiro livro.

sábado, 1 de julho de 2017

Resenha | Filme | Mulher-Maravilha

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Finalmente um filme sobre uma heroína! Depois de anos vendo as mais variadas versões de Batman, Superman - e Homem-aranha, pela Marvel - chegou a vez da Mulher-Maravilha. Ela faz parte da Trindade de heróis da DC Comics, os três heróis mais poderosos e influentes do universo criado pela editora.

A heroína até teve sua série de TV e sua importância nos desenhos animados - longas e seriados. Mas em um mundo dominado pela Cultura Pop, por dezenas de filmes de super heróis lançados anualmente, já estava ficando feio ignorar essa personagem tão importante para a história dos quadrinhos...

Não que a gente não tivesse a Viúva Negra nos filmes da Marvel, mas convenhamos, temos 2 Os vingadores, 2 Capitão América, 1 Hulk, 2 Thor (+1 por sair) e 3 Homem de Ferro... e nenhum filme da Viúva Negra... ou do Gavião Arqueiro...

Ah, Soraya, mas Marvel e DC são editoras diferentes e...

Concordo, mas estou falando de forma generalizada de propósito. Na própria DC Comics, como comentei em cima, tivemos várias versões dos outros dois membros da Trindade, e só agora, no meio de 2017, é que finalmente conseguimos um filme para a Mulher-Maravilha. Nem estou falando por vieses feministas, nem nada... apenas estou dizendo que já não era sem tempo. Além disso, não vamos esquecer que ela foi a única coisa da qual ninguém pode reclamar em Batman vs Superman: a origem da justiça. E olha que sou do time que gostou do filme, apesar dos pesares.

*

Diana (Gal Gadot) é uma princesa amazona, que passou a sua vida inteira em Themyscira (ou Ilha Paraíso), uma ilha que permanece escondida do mundo dos humanos por milênios. Sem contato com homens e com as coisas que estão acontecendo no mundo deles, Diana é uma guerreira poderosa, porém inocente. Até que seu mundo de repente colide com o de Steve Trevor e seu destino começa a se mostrar para ela.

Steve Trevor é um espião do exército americano, que cai na ilha de Themyscira durante sua fuga do exército alemão - sempre eles. Ele é salvo por Diana e mais tarde, interrogado com ajuda do laço da verdade. Ele relata que o mundo está enfrentando uma guerra de proporções mundiais (mais tarde conhecida como Primeira Guerra Mundial) e que ele possui informações que podem colocar um fim ao conflito.

Hipólita, mãe de Diana e líder das amazonas, acredita que essa é a guerra pela qual estavam esperando, desde que Ares - o deus da guerra - desapareceu há milênios. No entanto, após tantos anos vivendo em paz e desejando proteger sua única filha do destino que a aguarda, Hipólita não quer tomar parte nos assuntos dos humanos. Algo de que Diana discorda, tendo passado a vida inteira se preparando para essa ocasião.

Diana, então, vai contra as ordens de sua mãe e decide partir com Steve para a Inglaterra, com o propósito de encontrar e enfrentar Ares.

Assim que chega em uma Inglaterra cinza e tomada pela guerra, Diana tem seu primeiro choque de realidade. Ao longo do filme, não faltam momentos em que Diana se depara com situações que a deixam ao mesmo tempo confusa e revoltada.

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O que é interessante sobre esse filme é justamente a protagonista, que não segue o padrão do mito do herói e em nenhum momento foge do perigo. Ela quer se tornar uma guerreira, ela não espera que alguém a proteja, nem a oriente o tempo todo. Quando uma situação difícil se impõe, Diana é a primeira a ir enfrentá-la e salvar o dia... mais de uma vez!

Seu coadjuvante, Steve Trevor (Chris Pine), também é um personagem interessante. Se esse filme fosse um blockbuster comum, ele seria o herói que salvaria a mocinha e se colocaria em perigos desnecessários explicados apenas por um enredo cheio de testosterona. Aqui, ele se vê na inusitada situação de alguém que descobre que existe uma ilha escondida da humanidade, onde mulheres são guerreiras poderosas, que falam sobre deuses e um passado muito mais antigo do que ele possa imaginar. Mais do que isso, ele está acompanhado de Diana, uma mulher capaz de enfrentar um exército sozinha e levantar tanques de guerra! O que um simples homem poderia fazer para protegê-la?

Não que ele não tente. A inocência de Diana e sua paixão pela humanidade entram em conflito com as experiências de Steve e o tempo todo ele tenta fazê-la entender que o mundo real - o seu mundo - é cruel e que, às vezes, as pessoas são más, sem precisar da influência de um deus. E ele pode estar certo quanto a isso.

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O final é a mais fraca do filme. Filmes de heróis têm dessas coisas, a necessidade de um final boss, uma luta espetacular entre dois personagens que estão acima dos demais personagens. É justamente a necessidade de repetir isso nesse filme, que faz com que a conclusão seja apressada e um pouco fora do tom. Porém, não chega a estragar a obra, que entrega aquilo que todo fã da DC Comics, de quadrinhos, do antigo desenho da Liga da Justiça queriam ver há muito: um bom filme com uma boa heroína.

[ATUALIZADO: Houveram outros filmes com heroínas, como Mulher-Gato, Eléctra, etc. Mas qualquer um que viu esses filmes, sabe que eles nem deveriam contar...]