sábado, 30 de julho de 2016

HQ | Resenha | Turma da Mônica - Laços e Lições - Vitor e Lu Caffagi

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Vitor e Lu Caffagi

Durante a comemoração dos 50 anos da Maurício de Souza Produções, iniciada em 2009, 50 artistas brasileiros foram convidados para escrever e desenhar suas próprias visões dos personagens criados pelo quadrinista. A comemoração deu tão certo que em 2012 surgiu o projeto Graphic MSP, com o mesmo propósito: lançar graphic novels com as visões de diferentes artistas.
Assim, Vitor Caffagi, que foi responsável pelo personagem Chico Bento na comemoração dos 50 anos da MSP, foi novamente convidado para fazer parte desse novo projeto. Mas, dessa vez, ele ficou responsável pela nossa turminha favorita: A Turma da Mônica.
>>> Laços <<<

Essa pequena preciosidade estava na minha lista de desejo desde o lançamento, em junho de 2013. Se eu soubesse quão lindas eram a arte e a história, eu teria comprado um exemplar muito antes.
Na história, o cachorro do Cebolinha, Floquinho, desaparece de casa e deixa o dono muito preocupado. A turminha então se junta para tentar encontrar o Floquinho e acabam passando uma noite em um parque do outro lado da cidade.
A sinopse lembra muito aqueles clássicos filmes da Sessão da Tarde dos anos 90, uma turminha da pesada aprontando altas confusões. Acho difícil que alguém que foi criança na mesma época que eu, e que tenha crescido lendo Turma da Mônica, não se encante com esses personagens e a maneira com que Vitor Caffagi os retrata. É fofinho, bonitinho e tocante! E os desenhos da Lu Caffagi das crianças “bebês” é a coisa mais preciosa desse mundo!
>>> Lições <<<

Nessa HQ, lançada em julho de 2015, os irmãos Caffagi voltam a “brincar” com os personagens do Maurício de Souza e mais uma vez mostram que conhecem a turminha tão bem quanto todos nós. Aqui, Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão estão na primeira série e as coisas não parecem mais tão simples quanto costumava ser. Há muita lição de casa e pouco tempo para passar com os amigos.
Quando Cebolinha se lembra que não fez uma lição de casa, ele fica desesperado com a ideia de ficar “para sempre” na escola. Com isso, ele arma um plano infalível (!) para fugir da escola com seus amigos. Como é de se esperar de um plano do Cebolinha, a coisa não sai como esperado. Mônica quebra o braço tentando escalar o muro da escola e é mandada para uma escola diferente; Magali tem que aprender a ser uma “princesa”; Cascão é matriculado em uma aula de natação (!!); e Cebolinha começa a sofrer bullying agora que Mônica não está no colégio para protege-lo.
Assim como em “Laços”, Vitor capricha no roteiro, com momentos de pura fofurice entre amigos, como a cena em que Cascão brinca de casinha com uma Mônica de castigo no quarto, e quando o mesmo Cascão chama Cebolinha para uma fuga e o amigo topa sem nem pestanejar! Lu Caffagi também capricha mostrando a turminha mais nova se conhecendo e…
Ai, as duas HQs são apaixonantes!
E, amigos, me parece, pelo final de “Lições”, que teremos mais uma continuação por aí!
Por mim, a Turma da Mônica de Vitor e Lu Caffagi continuaria por muitos anos e muitas edições. 
Não é para menos, aliás, que foi anunciado na CCXP de 2015, que “Laços” seria adaptado para o cinema com ATORES! Preparados para ver a turminha em Live Action?
Eu já estou preparando a pipoca! ;-)

sábado, 23 de julho de 2016

Livro | Resenha | Cidades de papel - John Green

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Sinopse:

Quentin Jacobsen é um garoto normal. Ele está no último ano do High School, tem dois melhores amigos e não é popular no colégio. Ele faz planos para o futuro, coisa simples, como ir à faculdade, ter uma carreira, casar e ter filhos. Nada ambicioso. Ele também nutre, desde criança, uma paixão platônica por Margo Roth Spiegelman, sua vizinha “da frente”, com quem costumava brincar quando mais novo. Enquanto ele se tornava o filho e aluno ideal, Margo se tornava uma garota bonita, popular e envolta em uma áurea de mistério e aventura.
Apesar de ser pouco provável que alguma coisa assim acontecesse, Quentin nutre o desejo de um dia Margo bater à sua janela e o chamar para uma de suas aventuras… até que um dia isso realmente acontece!
Margo lhe diz que precisa de um motorista enquanto percorre a cidade para se vingar de alguns “amigos” e do namorado. Não que ele precise que ela peça duas vezes. Os dois passam a noite seguindo à risca a lista de “atividades” que Margo preparou e, no dia seguinte, quando finalmente voltam para casa, Quentin mal consegue acreditar que finalmente as coisas podem mudar para ele e que terá a chance de conquistar o coração da menina que sempre esteve em seus pensamentos.
Porém, Margo não aparece na aula nesse dia, e nem nos meses que seguem.
Preocupado com a garota, e com o aparente desinteresse da família dela, Quentin decide procura-la por si próprio. E, quando encontra uma pista do paradeiro dela no batendo da porta de seu quarto, Quentin não tem dúvidas: Margo quer que ele a encontre!
Com a ajuda de seus amigos, Quentin persegue as pistas e a imagem de Margo por onde quer que elas o levem.

O livro:



Lançado em 2008, Cidades de papel foi o terceiro livro de John Green a conquistar os jovens pelo mundo. Apesar de bater mais uma vez na tecla do garoto nerd que se apaixona pela garota popular e/ou misteriosa, Green consegue transformar uma história simples em uma mistura equilibrada entre comédia e suspense.
Os personagens secundários são bem trabalhados, especialmente os dois amigos do protagonista, Ben Starling, o alívio cômico, e Radar, o garoto gênio. A obsessão de Quentin por Margo (onde ela está, como ela está, porquê ela está), pode ser cansativa e é bom ter Ben e Radar como válvula de escape para tamanha repetição.
A própria Margo, nos poucos momentos que temos com ela, é um tanto decepcionante. Para alguém que inspira tanta comoção entre as pessoas com quem convive, a personagem é mimada, pedante, convencida, mandona e orgulhosa. Mas tudo bem, porque mesmo essas característica pouco convidativas ajudam a passar a mensagem: nem sempre as pessoas são como nós imaginamos! As pessoas são complexas e desejam coisas e a gente precisa aceitar que cada um tem seu caminho.

O filme:



O livro seguiu a onda de “A culpa é das estrelas” e foi adaptado para o cinema em 2015. Estrelado por Cara Delevigne e Nat Wolff, o filme foi sucesso de crítica e de público. Ao contrário do antecessor, no entanto, nesse é possível dizer que o filme é melhor que o livro.
Algumas coisas mudaram em relação ao livro, aproximando o tom do filme à outra adaptação que fez sucesso com o mesmo público: As vantagens de ser invisível.
No filme, a busca pelo paradeiro de Margo se mistura com as dúvidas e inseguranças da idade, pois os personagens estão prestes a terminar o ensino médio e terão que se separar para ir à faculdade. A aventura na qual embarcam no final é como um rito de passagem, a última loucura da adolescência e despedida de uma vida mais despreocupada.
No fim, é mais fácil se identificar com o período de transição pelo qual os personagens estão passando, do que pelo desespero de Quentin em sua procura por Margo.

“Curtindo a vida adoidado”:



Quem cresceu nos anos 80 e 90 provavelmente assistiu “Curtindo a vida adoidado”, “Clube dos cinco” e outras várias comédias sobre adolescentes e essa época confusa da vida. São filmes que parecem atravessar a barreira do tempo e permanecer atuais.
Leves, divertidos, sensíveis e cativantes, os livros do John Green, e suas adaptações para o cinema, parecem estar seguindo o mesmo caminho: discutindo os medos e esperanças de jovens que têm que enfrentar a dura rotina de se transformarem em adultos.

Um tema que nunca ficará velho.

domingo, 10 de julho de 2016

Lista | Leituras de maio e junho | 2016

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Olá você!!! =D Seja bem vindo em mais um "Leituras do mês" =)

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>>> MAIO <<<

O Chamado do Cuco - Robert Galbraith (J. K. Rowling)

Esse é o primeiro livro da série "Cormoram Strike", um detetive particular escrito por J.K. Rowling, sob o pseudônimo Robert Galbraith. Eu já escrevi uma resenha sobre ele, mas vale repetir: muito bom! [Leia a resenha aqui]

Cidades de papel - John Green

Terceiro livro que li do John Green e que, para mim, está no mesmo nível de "Quem é você Alasca" e abaixo de "A culpa é das estrelas". Vou falar mais sobre ele na resenha. Em breve!

>>> JUNHO <<<

MSP Turma da Mônica Laços - Vitor e Lu Caffagi

Eu tenho planos de fazer uma resenha para essa HQ (e todas as que eu ler a partir de agora), e será feito assim que eu descobrir como! rsrsrs Mas estou trabalhando nisso. Essa HQ é linda, fofa, e os desenhos, tanto os do Vitor, quanto os da Lu, são umas coisas que dá vontade de apertar. Aliás, vale dizer, VAI VIRAR FILME LIVE ACTION!!!! TEREMOS UM CEBOLINHA REAL PARA APERTAR A BOCHECHA!!! E UM CASCÃO!!! E A MAGALI E A MÔNICA... mas o importante mesmo, para mim, é o Cebolinha! huahuauhauha

Se eu ficar - Gayle Forman

Eu já tinha visto o filme e lido a sequência, mas como minha colega tinha esse livro, resolvi ver se o primeiro era tão ruim quanto o segundo. É. Desculpa, gente.

MSP Turma da Mônica Lições - Vitor e Lu Caffagi

Preciso falar alguma coisa? Vitor e Lu Caffagi rasgaram meu coração nessa HQ. Separar as crianças? COMO ASSIM??? Eu queria dizer que fica tudo bem no final, mas vai ter continuação, então nos resta esperar, certo? "Isso é soblevivência!"

Sejamos todos feministas - Chimamanda Ngozi Adichie

Para os poucos desinformados que ainda não leram esse livro (eu demorei uma eternidade, sem nenhum motivo aparente), esse livro é uma adaptação de um discurso que a Chimamanda Ngozi Adichie fez e que é muito interessante para quem se identifica com as causas feministas.
É engraçado, há alguns anos, eu achava que não poderia haver mulher que não concordasse com o movimento... mas parece que eu estava enganada. Tem muita gente que dedica horas para diminuir o movimento e levantar a bandeira de não existe a cultura do estupro e que estamos todas nos fazendo de vítimas e exagerando as questões.
Não se pode esperar que todas as pessoas concordem sobre tudo, não é mesmo? Pois é...