sábado, 18 de junho de 2016

Tag | Tag dos 50%

Nenhum comentário:
Olá você!

Hoje vim responder mais uma tag literária, porque nunca é demais, não é mesmo?

A tag escolhida foi "Tag dos 50%", original ReadLikeWildfire e traduzida pelo canal Geek Freak.

Vamos começar sem demora!

*****

1) O melhor livro que você leu até agora, em 2016.



Eu já vou começar a tag roubando, porque acho impossível escolher entre um e outro: "Eu sou Malala" e "O diário de Anne Frank". As histórias de duas meninas, uma paquistanesa e a outra judia que viram suas vidas mudarem completamente por causa do ódio e da guerra. Ambos os livros tiveram o mesmo efeito sobre mim e impactaram o modo como eu vejo a vida e as pessoas que são diferentes de mim.

2) A melhor continuação que você leu até agora, em 2016.



"A Grande Rainha", não só porque foi a única continuação que li até esse momento, mas também porque é um livro maravilhoso. Para quem não sabe, esse é o segundo livro da quadrilogia "As brumas de Avalon", que fala sobre a famosa história do Rei Arthur, mas sob a óptica das mulheres. É Girlpower da cabeça aos pés. Vou fazer uma resenha assim que terminar os quatro livros, então quem tiver interesse, fique de olho. ;)

3) Algum lançamento do primeiro trimestre que você ainda não leu, mas quer muito.



Querem a lista toda? Passar vontade é a minha especialidade. Dificilmente leio um livro logo que ele é lançado. Nem acho que é uma boa ideia comprar um livro logo que ele sai do forno (com o tempo ele sempre fica mais barato, as pessoas os vendem em sebos ou trocam no Skoob).
Respondendo à pergunta:
"Sr. Mercedes" - primeiro livro de uma trilogia de suspense do Stephen King (quem mais poderia ser?) - Editora Suma das Letras.
"A guerra dos mundos" - o clássico de ficção científica de H. G. Wells. Sou fascinada por essa história. - Editora Suma das Letras.
"Harry Potter e a Pedra Filosofal ilustrado". Editora Rocco.

4) O livro mais aguardado do segundo semestre.



"Achados e perdidos", segundo livro daquela trilogia do King que citei lá em cima. Não, ainda não li o primeiro, mas quem liga? É King! - Editora Suma das Letras.
"Harry Potter and The Cursed Child", sim, apesar de tudo o que eu disse no último post, eu ainda quero ler e ter em mãos esse livro. Sou fã, fazer o quê. - Editora Rocco.
"O mundo perdido", continuação de Jurassic Park, outro livro que ainda não li, mas quero muito, muito, muito mesmo! - Editora Aleph.

Percebem o padrão aqui? Suma, Aleph, Rocco? Elas querem me deixar louca e pobre!

5) O livro que mais te decepcionou esse ano.



"Razão e sensibilidade", da Jane Austen. Falei mais sobre isso na minha resenha, mas basicamente, eu estava esperando alguma coisa que pudesse pelo menos competir com meu amor por "Orgulho e Preconceito", mas não chegou nem perto. Nem raspando. Achei as lamúrias da Marianne uma das coisas mais chatas do universo e o final que Jane Austen deu a ela, foi, na verdade, triste. =/

Agora, dois livros que não foram exatamente decepções, foram bons, mas não o que eu esperava deles, foram "Joyland" do Stephen King e "O chamado do Cuco", da J. K. Rowling. Ambos são livros muito bons, mas quando comecei a lê-los, eu estava esperando uma coisa diferente.

6) O livro que mais te surpreendeu esse ano.



Na verdade, não foi livro. E não foi só um. Foram as HQ "Laçõs" e "Lições" da Graphic MSP, escritas e desenhadas pelos irmãos Vitor Caffagi e Lu Caffagi. Eu sabia que seriam duas histórias lindas, mas nunca imaginei que seriam tão mágicas! Caí de amores pelos traços dos irmãos e pela sensibilidade das histórias. A Turma da Mônica sempre fez parte da minha vida e merecia uma história maravilhosa. E foi o que os Caffagi nos deram!

7) Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).

Vitor Caffagi. E o motivo está na resposta da pergunta 6.

8) A sua quedinha por personagem fictício mais recente.



... Acho seguro dizer que só tive uma "quedinha" por um personagem até hoje. Houveram vários com os quais eu me preocupei e dos quais gostei muito, como Rony (HP), Peeta (JV), Ben Hanscon (It), mas crush mesmo só senti uma vez: Fitzwillian Darcy (Orgulho e Preconceito).
Com isso em mente, devo dizer que li "O diário secreto de Lizzie Bennet" no mês retrasado e que, novamente, a versão do século XXI, chamada "Willian Darcy", ganhou meu coração também. Não é, tecnicamente, o mesmo personagem!
Para quem não sabe, "O diário secreto de Lizzie Bennet" é uma adaptação de uma websérie no Youtuve, que por sua vez, era uma adaptação de "Orgulho e Preconceito". A série e o livro foram escritos por Bernie Su e Kate Rorick. É bem bestinha e não acrescenta nada na sua vida, mas para quem ama "Orgulho e Preconceito", dá um calorzinho no coração. Mas recomendo a websérie, que tem legenda em português: The Lizzie Bennet Diaries.

9) Seu personagem favorito mais recente.



Vou roubar de novo:

Cormoran Strike de "O chamado do Cuco". Ele está na casa dos trinta anos, é pobre, grande, feio, não tem uma perna, mas é um personagem muito interessante! Foi por ele que eu terminei de ler o livro. Estava torcendo por ele e para que tudo ficasse bem.

Morgana de "As brumas de Avalon". Eu gosto dela porque ela é princesa, é sacerdotisa, é filha da Deusa, e sabe o que quer! Estou com medo do que pode acontecer com ela nos próximos dois livros. O.o

10) Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre.



"Carrie, a estranha". Eu sei, eu sei. Eu li Malala e Anne Frank no mesmo ano e chorei por causa da Carrie. É estranho, admito. Não digo que não chorei por causa de Malala e Anne, mas de certa forma, Carrie estava mais próxima de coisas que aconteceram comigo na infância e adolescência. Parece estranho, mas fica mais real quando você descobre que Carrie foi baseada em duas garotas que Stephen King conheceu.

11) Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre.



"Cidades de papel", do John Green foi um livro bastante felizinho! Eu preferi o filme, mas ainda assim gostei de ter lido. É leve e tem aquele apelo nostálgico. No meu caso, porque sou mais velha que os personagens do livro; 26 aninhos e contando.

12) Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2016.

Não assisti nenhuma adaptação de livros. Assisti de quadrinhos, "Batman vs Superman: A origem da justiça". Eu sei que muita gente não gostou, que o filme foi esculachado pela crítica especializada, mas EU GOSTEI!
Admito que quiseram colocar muita coisa num filme e que houveram muitos sonhos pro Bruce Wayne... e admito que era um filme muito complicado para quem não conhece as HQs e esses heróis tão bem quanto os fãs da DC Comics.
Eu sou fã da DC, eu sou fã do Batman e eu gostei. Paciência.

13) Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).

Eu não faço vídeos, então vai ter que ser escrita :P

Se estamos considerando apenas as publicadas em 2016, então acho que vou ter que votar em "Carrie, a estranha".

14) O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.



Eu só comprei "Laços" e "Lições" em 2016, porque estou com uma meta de ler todos os livros físicos da minha estante, antes de comprar novos livros. Eu não ganho muitos livros tampouco. Vou ter que ficar com essa resposta, que é justa também. Tanto as capas quanto as histórias são lindas!

15) Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?



Estou lendo "Os três mosqueteiros" e "O festim dos corvos". Estou com três livros emprestados por uma colega de trabalho "Para onde ela foi" (releitura), "Os olhos do dragão" e "O talismã". E quero ler "Dracula", que está na minha meta de leitura (esteve na de 2015 e está na de 2016).

Por falar em "Meta de Leitura", eu vou ter que substituir os livros digitais que estavam na lista por livros físicos que estão parados na minha estante. É difícil, mas necessário.

*****

Bom, é isso, pessoal!

Se alguém aí souber de alguma outra tag interessante, por favor, deixa pra mim nos comentários, porque estou ficando sem ideias :p

E você, já fez o seu balanço de meio de ano? :D

sábado, 11 de junho de 2016

Divagando | Sobre Harry Potter, J. K. Rowling e KeepTheSecret

Nenhum comentário:
Olá você! \o/

Essa semana começou com essa pequena nerd e potterhead que vos fala passando vontade. Sentimento compartilhado por vários fãs pelo mundo a fora e não foi fácil pra ninguém. No Twitter, na hashtag #CursedChild só dava brasileiro e os gringos tiveram mais uma oportunidade de verificar que somos os fãs mais apaixonados e chatos da internet. Sim, nós somos!

Bom, vamos do começo. E, antes que haja reclamação, vou avisando: nesse post tem Spoilers dos livros e filmes, mas não da peça.

Cartaz oficial da peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, por J.K. Rowling, Jack Thorne e John Tiffany.

Há uns dois anos, mais ou menos, foi anunciada a oitava história de Harry Potter! Os fãs ficaram para lá de empolgados, porque nunca estaremos realmente prontos para deixar esse universo para trás. Quero dizer, é legal que Animais Fantásticos e Onde Habitam vire filme, mas o que todo mundo continua querendo saber é:

A) As histórias das aventuras do Marotos: JK nos deu um gostinho no terceiro livro e desde então queremos mais. Mesmo que a traição do Rabicho seja difícil de aguentar, nós queremos saber tudo sobre James (Tiago), Sirius, Remo, Peter (Pedro), Lilian e Severo quanto for possível.

Bem que a Netflix podia ajudar a gente, né? Quem liga para Fuller House? Nos dê os Marotos, Netflix!!! (e a segunda temporada de Sense8).

B) O destino das crianças apresentadas no epílogo do sétimo livro: Albus Severus (Alvo Severo) Potter, Rose Granger-Weasley e Scorpius (Escórpio) Malfoy.

Ainda bem que existem fanfics! Pena que eu parei de ler fanfic.

Enfim, quando a oitava história foi anunciada, havia muita especulação e de repente, o balde de água fria: teríamos a oitava história sim, seria sobre os filhos dos personagens sim, mas seria uma peça de teatro em Londres.

Fachada do Teatro onde a peça está sendo encenada.
Oi?

Não vou negar, foi bem decepcionante. Os autores da história, Jack Thorne e John Tiffany receberam o aval de JK Rowling para produzir a peça. Dizem que a história foi pensada como uma peça e que esse era o formato que fazia mais sentido... o que eu ainda não consigo entender é o que dá para fazer no teatro que não dê para fazer no cinema...

Quero dizer, é legal e tal, mas como ficam os outros fãs? E nem falo que sou a maior fã de Harry Potter do mundo, nunca comprei livros na pré-venda, nem fiquei na fila para ir na pré-estréia dos filmes, muito menos fiz cosplay com roupas da Lufa-lufa (vontade para tudo isso não faltou, o que faltou foi companhia e dinheiro). Comecei tarde a ler os livros, na época do lançamento do "O Cálice de Fogo". Eu sei que não sou o modelo perfeito de Potterhead, mas ainda assim. E os fãs hardcore que fizeram todas essas coisas, compraram as varinhas, decoraram detalhes bestas como o time de quadribol favorito do Rony, e repetem as falas com perfeição. E esses fãs?

Okay, não quero ficar chorando por causa disso. Se eles dizem que uma peça de teatro foi a melhor opção, vou aceitar a palavra deles. Até foi anunciado que a peça será adaptada para livro e a versão em inglês já está em pré-venda pela bagatela de R$ 79,90 (físico) e R$ 53,09 (digital). Bagatela! Ao que parece, o livro será lançado oficialmente em outubro. Já vai imaginando o preço da versão traduzida! E a qualidade! A Editora Rocco já deve estar com os olhos brilhando...

No dia 06/06/16, JK publicou o seguinte vídeo no Pottermore:


O vídeo tem legenda em inglês, então aqui vai a tradução livre: "Vocês têm sido incríveis por anos, guardando os segredos de Harry Potter, então não estraguem a experiência para os leitores dos livros que virão depois de você. Então estou pedindo para mais uma vez manter os segredos e deixar a audiência aproveitar 'A criança amaldiçoada' com todas as surpresas que preparamos na história".

O que eu pensei foi:

1) É impossível evitar que as pessoas publiquem spoilers nas redes sociais. Impossível! Assim como é impossível evitar levar um spoiler. Você pode se esquivar, evitar entrar em hashtags no twitter, ou em comunidades no Facebook, mas todo mundo tem aquele amigo ou parente sem noção que compartilha qualquer coisa, sem pesar as consequências. E não podemos simplesmente deixar de entrar na internet para evitar essas coisas.
Ou seja, entendo a colocação da JK.

2) Eu PRECISO desses spoilers. Quero dizer, quando entrei na hashtag da peça, eu estava procurando por spoiler. Eu não consigo esperar. Porque eu não tenho coragem de pagar o preço que provavelmente vão cobrar pelo livro logo que lançarem. Vou esperar baixar o preço. Porque essa peça pode demorar ou nunca vir para o Brasil. Porque mesmo que façam um filme disso, não quero me sentir excluída do mundo de Harry Potter só porque não sou britânica e não tenho dinheiro para ir assistir à peça lá mesmo.

O que nos trás de volta ao ponto: E OS OUTROS FÃS?



O seu argumento pode ser: "Ah, mas ela se preocupou com os outros fãs quando pediu para não darem spoiler da peça."

Pode ser, mas nós somos apaixonados por esse mundo, não somos? Nós nos dedicamos e continuamos mantendo a magia viva, mesmo depois que o último filme saiu de cartaz. Nós nos dedicamos aos atores, abraçamos Animais Fantásticos, mesmo que ninguém estivesse realmente interessado nessa história. Nós compramos Vira-tempos, fazemos cosplays e acessamos o Pottermore para descobrir nossas casas em Hogwarts. Esperamos nossas cartas desde os 11 anos, sabendo que elas nunca virão. Matamos a vontade para ir no parque do Harry Potter em Orlando assistindo aos vídeos de quem foi para lá...

E aguentamos cada uma das provocações da JK:

"Hoje é o dia em que Tiago Sirius Potter entra em Hogwarts e é sorteado para a Grifinória, e Teddy Lupin fica chateado por ele não ter ido para a Lufa-lufa."

Aguentamos firme até quando ela e a Emma partiram os corações dos fãs de Romione dizendo que "Rony e Hermione não deveriam ter ficado juntos". E o Rupert dizendo que "Rony e Mione provavelmente se separariam com o tempo."

Nós a defendemos com unhas e dentes sempre que alguém a acusa de ser autora de um livro só, de voltar sempre para Harry Potter para não parar de ganhar dinheiro. E sempre indicamos Harry Potter para nossos amigos, a ponto de sermos chatos e nos classificamos como a "Geração Harry Potter".

Nós torcemos para que as histórias dos Marotos ou dos filhos do nosso trio de ouro fossem escritas e quando uma dessas coisas finalmente acontece... nós não podemos fazer parte disso. Pelo menos não da maneira como ela foi pensada para ser. Não da maneira como ela deveria ser. E não no tempo em que ela está acontecendo e sendo relevante.

Desculpa, mas isso pra mim não serve.

Pode ser que a peça venha para o Brasil. JK disse que essa é a intenção deles, mas ela pode ter dito isso para acalmar os ânimos. É ainda mais possível que façam filmes com essa história e que recomece o debate sobre a Hermione ser branca ou negra. Deveriam seguir a Hermione dos filmes ou a Hermione da peça? Olha que discussão importante...

Família Granger-Weasley: Rony, Hermione e Rose.
Tudo isso seria legal, mas mais legal ainda seria sermos lembrados como fãs dedicados e leais. Mas o que recebemos, em português, foi isso aqui:

Eu vou guardar segredo dos spoilers que tomei, mas não porque ela pediu. É por respeito aos outros Potterheads que não procuraram por eles, que aguentaram firme e estão esperando o livro chegar, com paciência, amor e dedicação que eu sinceramente não tenho mais certeza se deveria ter.

#FiqueCalmoEMantenhaSegredo e espere a sua vez.

*****

Esse é um desabafo e, como tal, pessoal. Há várias outras coisas que eu queria falar, como a sensação de que uma fanfic conseguiu aval para ser canon, mas isso levaria a spoilers e é melhor evitar o assunto.

Ainda sou fã de Harry Potter, e da autora. Quero o livro, muito, e vou acabar pagando o preço. Vou torcer para que a peça seja adaptada em outras mídias ou que tenham filmado para vender em DVD e Blu-Ray.

Você pode discordar de tudo o que eu disse, pode me xingar nos comentários se quiser, dizer que é dor de cotovelo, e talvez seja mesmo. Mas me diga: você gostou de saber que a tão esperada oitava história seria uma peça de teatro apresentada em Londres?