domingo, 10 de abril de 2016

Lista | Eu não sabia que era livro | Parte 1

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Olá você!!! =D

Dizem que o livro é sempre melhor que o filme. Porém, existem tantos filmes baseados em livros, que é difícil afirmar por A + B que é assim em todos os casos. Aliás, tem tantas adaptações de livros por aí, que às vezes a gente se depara com filmes que a gente não sabia que tinham sido baseados em livros. Mesmo porque... nem sempre existiu internet...

Sem mais demora, vamos à primeira parte da lista "Eu não sabia que era livro":

1) Jurassic Park - Michael Crichton

Sinopse: "A narrativa começa com uma série de incidente que envolvem ataques à pessoas, feitos por animais estranhos na Costa Rica e na Isla Nublar, o palco principal da história. Um paleontólogo, Dr. Alan Grant, e sua aluna paleobotânica recém-graduada, Dra. Ellie Sattler, são abruptamente levados pelo bilionário John Hammond (fundador da InGen) para uma visita de fim de semana à uma 'reserva biológica', criada em uma ilha, 120 milhas a oeste do litoral da Costa Rica.
Recentes acontecimentos têm assustado os grandes investidores de Hammond e, assim, para acalmá-los, ele pretende usar Grant e Sattler para atuarem como testemunhas da segurança da ilha." - fonte Wikipedia.


Esse é, sem dúvida, um dos primeiros filmes que lembro de ter assistido. Claro, sem contar os muitos contos de fadas adaptados pela Disney. Enfim... Esse era um daqueles filmes para ver em família, que assistíamos sempre que passava. Eu, como muita gente, acredito, amava esse filme.
Porém, não faz mais que três anos desde que descobri que esse filme é baseado em um livro. E, desde então, ando obcecada pela edição da Aleph...
Shame on me!!!



2) O Planeta dos Macacos - Pierre Boulle

Sinopse: "Em pouco tempo, os desbravadores do espaço descobrem a terrível verdade: nesse mundo, seus pares humanos não passam de bestas selvagens a serviço da espécie dominante... os macacos." - Fonte Saraiva online.


Pois é, para ser sincera, todo meu caminho com essa franquia é meio errado. A primeira vez que vi, foi a adaptação do Tim Burton, aquela com o Mark Wahlberg. E eu gostei daquele fim. É. E muito tempo depois, eu vi aquela versão anterior com o Charlton Heston e amei ainda mais, porque fazia muito mais sentido. Não tinha macacas fazendo dança do ventre acasalamento, entende? Enfim...

Eu descobri que era um livro bem depois de "O Planeta dos Macacos: A origem" e "O Planeta dos Macacos: O confronto"... quase na mesma época em que descobri sobre Jurassic Park. É. E adivinha? Também sou obcecada por esse livro! Que também é da Aleph!


3) Tubarão - Peter Benchley


Sinopse: "A história se passa em Amity, um balneário ficcional situado em Long Island, Nova York. Quando o corpo de uma turista é encontrado na praia, o chefe de polícia Martin Brody ordena o fechamento das praias da região. Mas o prefeito Larry Vaughan, mais preocupado com o dinheiro dos veranistas, consegue abafar a notícia e libera o banho de mar na cidade." - Fonte Saraiva online.


Eu não tenho muito o que dizer desse filme/livro. É outro que a minha família adorava assistir o teeeeempo todo. Eu lembro do primeiro filme e do segundo e do quanto aquele filme me deixava perturbada. Ainda mais perturbada eu fico com a edição da Darkside Books...


4) Eu sou a lenda - Richard Matheson

Sinopse: "Tranformando cada homem, mulher e criança do planeta em algo digno dos pesadelos mais sombrios. Nesse cenário pós-apocalíptico, tomado por criaturas da noite sedentas de sangue, Robert Neville pode ser o último homem na Terra. Ele passa seus dias em busca de comida e suprimentos, lutando para manter-se vivo (e são). Mas os infectados espreitam pelas sombras, observando até o menor de seus movimentos, à espera de qualquer passo em falso..." - Fonte Saraiva online.


Adivinha que editora trouxe esse livro pro Brasil! Aleph! Esse post quase parece um jaba da editora (finge que eu não acabei de falar da Darkside).

Eu assisti esse filme com minha amiga, porque era um costume nosso assistir aos filmes do Will Smith juntas. Por quê? Não sei. Foi meio acidental. Eu descobri que era livro quando alguém me disse que o que eu achava que eram zumbis eram na verdade vampiros... anyway...


5) A sociedade do anel - J. R. R. Tolkien

Sinopse: "Numa cidadezinha indolente do Condado, um jovem hobbit é encarregado de uma imensa tarefa. Deve empreender uma perigosa viagem através da Terra-média até as Fendas da Perdição, e lá destruir o Anel do Poder - a única coisa que impede o domínio maléfico do Senhor do Escuro." - Fonte Saraiva online.


Hoje, eu me considero nerd, tenho muito orgulho disso e de ser também uma leitora. Agora, eu não vou ser falsa aqui e dizer que sempre soube da existência de uma das maiores obras da Cultura Pop. Não. Quando "A sociedade do anel" saiu no cinema, eu, minha mãe e minha irmã fomos assistir por causa do cartaz e do trailer magníficos da época. E apenas por isso. Já falei sobre isso e que o filme simplesmente explodiu minha cabeça. Fiquei confusa e apaixonada com aquele mundo e aqueles personagens.

Não lembro quando descobri que era baseado em livro, acho que foi em comunidades do Orkut. E foi então que eu PRECISEI ler. E li. E adorei. Menos o Tom Bombadil, porque esse não dá mesmo!


*****

Por enquanto é só isso. Eu queria colocar todos os filmes/livros que eu lembrava, mas vamos ficar por aqui, antes que esse post saia do controle. Quanto mais eu escrevo aqui, de mais filmes/livros eu me lembro rsrsrs

Mais tarde eu volto para a segunda parte ;-p

Bom, e vocês? Tem algum filme que vocês assistiram há muito tempo e que só depois de grande descobriram que tinham sido baseados em livros? Conte ai nos comentários :)

Dúvidas, sugestões e críticas nos comentários desse blog \o/

terça-feira, 5 de abril de 2016

Livro | Resenha | Razão e sensibilidade - Jane Austen

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Razão e sensibilidade foi o primeiro livro publicado por Jane Austen, sob o pseudônimo "A Lady", em 1811. Conta a história de Elinor e Marianne Dashwood, duas de três filhas do segundo casamento do Sr. Dashwood. Elinor é a filha mais velha, guiada pela razão. Marianne, é a filha do meio, guia pela emoção. E tem a filha mais nova, que é totalmente ignorada na história.
As meninas moram com os pais, quando o Sr. Dashwood fica muito doente e o meio-irmão delas é chamado para conversar com o pai. O Sr. Dashwood pede para que o filho, John, fruto de seu primeiro casamento, cuide das meninas pois elas não terão um dote alto após sua morte.
Na época em que Jane Austen e suas protagonistas viveram, as mulheres não eram consideradas herdeiras das fortunas dos pais. O herdeiro é sempre o filho ou o parente homem mais próximo.
Em Orgulho e preconceito, as irmãs Bennet vivem com o receio de ver a fortuna do pai ser legada a um primo distante, o chatíssimo Sr. Collins. Em Razão e sensibilidade, a herança do Sr. Dashwood será legada ao seu primeiro filho.



O valor da mulher era medido pelo seu dote, o dinheiro ou as vantagens que ela traria para um casamento. A situação das meninas, portanto, não seria muito boa após a morte do pai. No entanto, preciso deixar claro que isso não significa que elas ficariam sem nada, mas teriam uma renda anual suficiente apenas para se manterem, nada que fosse muito atraente para seus futuros pretendentes.
O Sr. Jonh Dashwood - o filho - promete ao pai que cuidará das irmãs. Porém, após a morte do Sr. Dashwood, ele se deixa convencer pela esposa gananciosa que ajudar as irmãs e a madrasta a se mudar para longe é mais que suficiente, e abrange tudo o que seu pai quis dizer, à beira da morte, com "cuidar das irmãs" dele.
Se você ficou um pouco confuso com os nomes, saiba que no começo do livro eu também fiquei. Era um tal de Sr. Dashwood, Sra. Dashwood, Sr. John Dashwood, Sra. John Dashwood, Srtas. Dashwood, que chegou uma hora que eu não sabia mais quem era quem: pai, 2ª esposa, filho, nora e filhas do 2º casamento, Elenor, Marianne e a terceira irmã insignificante.
A Sra. Dashwood decide se mudar com suas filhas quando a Sra. John Dashwood, ou Fanny, destrata Elinor, considerando-a inferior e indigna de se casar com seu irmão, Edward Ferris. Assim, as irmãs se veem forçadas a se mudar para um chalé que pertence a um primo da mãe delas, o Sr. John Middleton.



Lá, Marianne conhece Willoughby, por  quem se apaixona perdidamente e que parece corresponder. Os dois agem como adolescentes e todos os tratam com condescendência, mesmo que as atitudes de Marianne possam deixá-la exposta a comentários. Elinor passa boa parte do livro tentando convencer a irmã a se comportar de maneira mais decente e educada, mas a natureza deslumbrada de Marianne a torna insensata.
Elinor, por outro lado, precisa lutar constantemente para esconder seus sentimentos por Edward Ferris, e acaba se tornando uma pessoa apagada.
A proposta de Jane Austen nesse livro era fazer um contraste entre as personalidades das irmãs, sem torná-las antagonistas. Melhores amigas e companheiras, elas tentam superar as adversidades junta. Porém, enquanto Marianne sente seus amores e suas perdas de maneira intensa, chegando a preocupar metade dos personagens do livro, Elinor continua sendo uma personagem apagada, sempre preocupada com a irmã e a mãe.
Se Marianne é irritante por causa de seus dramas intermináveis, Elinor é irritante por estar sempre se colocando em segundo plano.



Eu sei que estou falando de um livro do século XIX com a mente de uma garota do século XXI, mas o que posso fazer? Enquanto Orgulho e preconceito tinha uma personagem que lutava pelo que acreditava, chegando a negar dois pedidos de casamento bastante vantajosos, em Razão e sentimento temos duas personagens que são arrastadas pelo destino.
A solução dada por Jane Austen para os conflitos amorosos das personagens foi repentina, sem emoção, forçada e sem sentido.
Eu queria gostar desse livro, de verdade, mas quanto mais penso nele, menos gosto. Mesmo assim, vou continuar insistindo em Jane Austen. Até agora temos 50% de aprovação e 50% de rejeição, então ainda estamos bem.
Quero muito gostar do próximo.