sábado, 7 de fevereiro de 2015

Lista | Top 25 - Antes que vire 26 | Ana Bárbara

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#Ana Bárbara

Como devem saber, fui convocada pela Soraya para escrever sobre os 25 livros da minha vida, afinal essa também é a minha idade e melhor escrever antes de fazer 26.

Eles estão na ordem em que foram lidos. Alguns quando eu tinha entre 6 e 12 anos, outros durante a adolescência, e mais alguns depois que entrei na minha primeira faculdade.

Fiz comentários sobre os livros, e alguns provavelmente só quem leu vai conseguir entender, como no caso do Guia do Mochileiro das Galáxias (e nesse, especificamente, vale a leitura dos livros).

Ah, e não especifiquei nenhum livro de série literária, ao invés disso simplesmente coloquei o nome da série.

Os 18 favoritos, que quero e vou reler em algum momento


1. Algo Babando Embaixo da Cama – Bill Watterson

É o primeiro livro que me lembro de ter lido. Algo Babando Embaixo da Cama é uma coletânea de Calvin e Haroldo, de 1988. Foi o primeiro livro com mais de 50 páginas que li, e ao mesmo tempo minha primeira coletânea de quadrinhos.

2. Lendas do Mundo Inteiro

Esse livro faz parte da coleção Clássicos da Infância, do Círculo do Livro. Também gosto bastante dos outros livros que tenho dessa coleção, como os Contos do Grimm, mas lembro que esse era o que eu mais lia.

Foi graças ao prefácio dele que aprendi quando tinha uns 8 anos de idade que lenda e legenda são duas coisas diferentes. Foi o primeiro contato que tive com mitologia grega, por causa da lenda de Faetonte, filho de Apolo e uma ninfa, que insiste ao pai para poder governar o carro do Sol por um dia, falha e quase acaba com a Terra. Mas a minha favorita era uma de Portugal, chamada A Formiga e a Neve, na qual a formiga fica presa na neve e fica procurando algo forte o suficiente para soltá-la, até concluir que “desde o alto até o fundo, nada é forte neste mundo”.

3. A Fantástica Fabrica de Chocolate – Roald Dahl

Esse foi o primeiro livro ‘sério’ que li. Digo sério porque tem 158 páginas com uma única história e poucas imagens. Só descobri o filme de 1971 depois de ter lido o livro e gostei bastante dos dois. E sim, odiei o filme com o Johnny Depp.

4. A Hora das Bruxas – Anne Rice

Esse é o título dos dois primeiros livros das Bruxas Mayfair, sendo o primeiro a parte 1 e o segundo a parte 2. Não vou colocar os outros, que são Lasher e Taltos, porque não gostei tanto deles a ponto de estarem nessa lista.

Gosto dos livros sobre vampiro da Anne Rice, mas ainda prefiro a história dessas bruxas. Logo de cara elas parecem tão simples, mas em outros livros fica nítido que até os vampiros têm receio delas.

A família Mayfair é, obviamente, uma família de bruxas de Nova Orleans, que teve suas origens na Europa. Cada uma tem um poder diferente, mas nada de soltar bolas de fogo ou raios nos outros. A família é matriarcal, incestuosa e complicada. E ainda tem um fantasma nada camarada que assombra elas há tempos.

E sim, ainda vou fazer uma resenha sobre elas.

5. Sandman – Neil Gaiman

Bom, Sandman é Sandman. Não lembro se foi a primeira graphic novel que li, mas tenho certeza que foi meu primeiro contato com Neil Gaiman.

Fiz uma resenha há uns anos, mas acho que ela precisa ser refeita porque não consegui fazer jus a obra.

Por que é um dos meus favoritos? Simplesmente porque tem todos os elementos que gosto em uma história, personagens que não são bidimensionais, elementos de fantasia, elementos reais, mitologia, história... E foi a primeira história que li que conseguiu me fazer ter empatia por quase todos os personagens. Ainda não sei dizer qual é o meu Perpétuo favorito, cada um tem uma característica própria, e mesmo o mais irritante é interessante. E sobre os outros personagens ainda sou fã da Thessaly, do Cain e do Abel, do Lucien, do Mervyn e do Lúcifer.

6. 1984 – George Orwell

Foi o primeiro livro de George Orwell que li com idade e conhecimento suficiente para entender. Eu devia ter entre 18 e 20 anos e fico feliz por ter lido na época em que li e não antes, como foi com a Revolução dos Bichos (eu tinha 12 anos, li obrigada pela escola, sem nenhuma explicação prévia sobre o livro).

7. Merrick – Anne Rice

Esse livro é sobre uma das bruxas Mayfair. A família dela teve origem depois do caso de um membro do ramo principal com um dos escravos na época da colonização.

Ela é um membro da Ordem da Talamasca, e com a ajuda de David Talbot (personagem que também aparece em A Rainha dos Condenados e em O Vampiro Armand), acaba conhecendo Lestat e Louis, porque Louis quer tentar falar com o espírito de Claudia e precisa da ajuda da bruxa para isso.

8. Watchmen – Alan Moore

Como vou explicar mais pra frente, sou fascinada pela história da Segunda Guerra Mundial, e por consequência também sou com a Guerra Fria. Gosto bastante de histórias que são escritas sobre esses cenários, e com Watchmen não é diferente.

De novo, personagens com o mínimo de profundidade, a questão de como a sociedade viveria com super-heróis, como a política seria, os rumos que a história real poderia tomar... Sem falar na paranoia característica dos anos de Guerra Fria, com o temor de um holocausto nuclear.

9. Silmarillion – J. R. R. Tolkien

Li Senhor dos Anéis e o Hobbit, mas Silmarillion é de longe a minha obra favorita de Tolkien. 

10. O Guia do Mochileiro das Galáxias – Douglas Adams

Adoro o humor irônico no Guia do Mochileiro, são cinco livros nos quais isso é recorrente e o melhor, não cansa. Não é aquela leitura de humor que depois de um tempo você não aguenta mais.

Esse é um dos poucos livros em que prefiro o personagem principal, Arthur Dent. Mas também me divirto com o robô Marvin e as portas da nave. Isso sem falar nos momentos memoráveis, como a morte de Agrajag, mais conhecido como vaso de petúnias, que é morto constantemente por Arthur Dent, além da baleia cachalote que tem consciência da vida pouco antes de encontrar o chão, e do restaurante onde os próprios bois oferecem sua carne aos clientes.

11. Prezado Sr. Stalin – Susan Butler

Desde a primeira vez que ouvi sobre a Segunda Guerra Mundial passei a me interessar mais por história, e era fácil prender a minha atenção quando alguém começava a falar sobre a Primeira Guerra, o que fez o nazismo ganhar tanta força na Alemanha, Revolução Russa, URSS, bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki... E quando vi esse livro em uma Bienal aqui em São Paulo não pensei duas vezes em comprá-lo e não me arrependi.

Prezado Sr. Stálin é um compilado de correspondências trocadas entre Roosevelt e Stálin durante a Segunda Guerra Mundial, mais especificamente entre 1941, quando Hitler ataca a União Soviética, e 1945, com a morte de Roosevelt.

Ainda vou fazer uma resenha sobre ele, mas por enquanto esse livro está numa lista com os que preciso reler para escrever uma resenha decente, primeiro porque é muita informação, e segundo porque é um livro que merece ser relido com atenção.

12. Coisas Frágeis – Neil Gaiman

Um dos meus livros de contos favorito. São dois livros com contos escritos por Neil Gaiman. Os meus contos favoritos são A vez de Outono, e O Monarca do Vale. Ainda vou escrever sobre eles aqui no blog.

13. As Crônicas de Gelo e Fogo – George R. R. Martin

Como acho que seria injusto pegar só um livro da série, coloco a série toda. Ainda vou fazer a resenha do Festim dos Corvos e da Dança dos Dragões, mas admito que não estou com muita pressa porque não sei quando vai sair o sexto livro da série.

Adoro o modo como o Martin escreveu os personagens. Quem me conhece sabe que detesto personagem bidimensional, e esse é exatamente o motivo pelo qual adoro esses livros. Duvido que vá me decepcionar com os próximos que saírem, mas vamos ver...

Resenha 1, 2 e 3.

14. Sagarana – João Guimarães Rosa

Como já disse, adoro contos e esse também é um dos meus livros de contos favoritos. Entre os que mais gosto estão O Burrinho Pedrês, O Duelo, Corpo Fechado, e A hora e a vez de Augusto Matraga.

15. Os Filhos de Húrin – J. R. R. Tolkien

A história de Húrin e dos filhos dele, Túrin e Nienor, é trágica, mas também prende. Quando li Silmarillion foi umas das histórias que mais gostei, e quando li o livro não foi diferente.

16. Maus – Art Spiegelman

Mais uma história que se passa na Segunda Guerra Mundial, mas dessa vez pelo ponto de vista judeu, mais especificamente dos pais do autor. Como a guerra afetou as pessoas, como algumas eram caçadas e enganadas, a luta pela sobrevivência... É difícil não se colocar na pele dos personagens principais. Com certeza não é a toa que essa obra ganhou um Prêmio Pulitzer.

17. Metamorfose – Franz Kafka

Sabe aquele livro que você sempre teve receio de ler por achar que ia ser chato ou que não ia entender nada? A Metamorfose era um desses para mim. Quando comecei a ler estava certa que não ia gostar porque não ia entender, mas eu simplesmente não conseguia parar de ler, e em algumas horas já tinha lido o livro e estava me perguntando “e agora?”, e “o que acabei de ler?”, e ao mesmo tempo respondendo “não sei, mas adorei!”.

Ainda estou em dúvida se o autor queria passar a mensagem de que não importa a mudança pela qual se passe, o importante é aceitar essas mudanças para conseguir lidar com as situações que elas impõem, ou se era sobre a importância de fazer da vida algo que você goste, ou sobre preconceitos por causa de aparência ou até estilos de vida... Sério, se alguém souber aceito uma aula sobre isso, porque foi um dos melhores livros que já li e não sei com quem discutir sobre ele.

18. Belas Maldições – Neil Gaiman e Terry Pratchet

De novo, humor irônico, ou o típico humor inglês. Quando li esse livro me senti como se estivesse lendo um Guia do Mochileiro das Galáxias sobre o apocalipse bíblico.

Resenha.


Péssima lembrança, nova tentativa

19. A Revolução dos Bichos – George Orwell

Como disse, esse foi um livro que fui obrigada a ler quando tinha uns 12 anos, e quando li, odiei. Na minha cabeça de 12 anos não fazia sentido uma história como aquela, porque ela era cruel, os próprios animais eram cruéis uns com os outros, e não por mera questão de sobrevivência, mas por motivos tontos.

Hoje sei porque a história era daquele jeito, sei o contexto em que o livro foi escrito e esse é um que está na minha lista de releitura. Mas dessa vez tenho certeza que vou entender tudo que não entendi quando tinha 12 anos.

E se você que estiver lendo é professor, me faz o favor de não obrigar o seu aluno criança ou pré-adolescente a ler um livro desse sem nem explicar sobre o que é o livro ou sem dar uma aula sobre o livro, isso só vai fazer teu aluno pegar raiva de um livro e de você porque você foi sem noção.


Traumatizei


20. Canaã – Graça Aranha

Esse, assim como boa parte dos livros nessa categoria, foi lido por obrigação no ensino médio, e talvez o certo fosse reler cada um dos clássicos para ter certeza se gostei ou não, mas não estou com coragem ou animo para isso.

Pelo que me lembro da leitura de Canaã, não gostei. Era o típico livro clássico com o romance idealizado da mulher indefesa que era salva pelo personagem de caráter inquestionável. Talvez minha impressão mude com uma releitura, mas isso não vai acontecer tão cedo.

21. Iracema – José de Alencar

Fui obrigada a ler Iracema no ensino médio depois de passar a maior parte da minha vida escolar vendo o período de colonização no Brasil nas aulas de história. Sério!

Da primeira série até o terceiro ano do ensino médio, os únicos anos em que não passei o ano todo estudando a colonização foram na quarta, sexta, oitava, e terceira do ensino médio.

Nada na história de Iracema era novidade para mim. Achei os personagens fracos, bidimensionais, sem falar no romance típico nesses clássicos, que acontecem simplesmente por acontecer. E desculpa, se fosse uma história real Martim teria estuprado Iracema e ido embora, isso se não a matasse ou a fizesse de escrava. Esse é um que simplesmente não tenho vontade de tentar reler.

22. Senhora – José de Alencar

Mais um livro que fui obrigada a ler no ensino médio, e que talvez tenha uma opinião diferente se reler.

De novo, achei os personagens fracos, um era movido por dinheiro, a outra por despeito. Aquele típico romance de novela “vai, não vai”, e no fim ela mostra que o ama tanto que assinou o testamento deixando tudo para ele no dia do casamento deles... Desculpa, não rola. Se duas pessoas se gostam mesmo, foda-se o dinheiro. E sei que talvez seja querer demais pela época em que foi escrito, mas porque ela deixar tudo para o marido no testamento era uma prova de amor? Só levaria um pouco a sério a história se tivesse uma continuação que mostrasse que ele matou ela só pela herança. Mas enfim...

Entendo que na época deve ter sido um livro revolucionário, afinal era uma mulher fazendo um homem de cachorrinho, mas não consigo gostar. Como já disse talvez uma releitura mude isso, mas não tenho vontade de reler tão cedo.

23. A Cidade e as Serras – Eça de Queiros

Mais um. Ensino Médio. Obrigatório.

Eu nem lembro direito da história desse livro, menos ainda dos personagens. Esse é um que tenho certeza que preciso reler, mas só de lembrar o quão chata achei a leitura, não dá vontade.

24. O Vampiro-Rei – André Vianco

Li esse livro depois de ter lido os livros de vampiro da Anne Rice, e depois de ter lido Os Sete, do André Vianco. Eu realmente esperava alguma coisa de O Vampiro-Rei, o que era, não sei mais. O livro não me prendeu. Os personagens com estereotipo misterioso bad ass não colaram. Enfim, não pretendo reler.

25. Trilogia Erótica – Anne Rice

Fiz resenha desse. Li na época em que livros eróticos estavam no auge, graças a 50 Tons de Cinza. Quando fiz a resenha, não tinha lido o terceiro livro da trilogia ainda, e continuo sem ler. A narração é repetitiva, os elementos que a autora usa também são.

Hoje, repensando no que li, vejo mérito por ela retratar tanto homens quanto mulheres na mesma posição, a única diferença é a classe dominadora e a classe submissa. Pensando nisso, há algumas interpretações que poderiam ser levadas em consideração, e pensando nelas não acho que essa trilogia seja tão ruim quanto parecia logo quando acabei a leitura. Mas ainda não tenho vontade de reler.

Se a minha interpretação meio sociológica da obra estiver certa, entendo porque ela forçou a mão nas cenas de sexo, que poderia ser tanto uma tentativa de encobrir o que queria passar, quanto uma de tentar desviar o leitor do verdadeiro foco do livro, mas qualquer uma das duas não ajudam, porque é realmente difícil não se cansar lendo.