terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Original | Conto | Expectativa - Ana Bárbara

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Chegou o dia de colocar mais um texto meu aqui! 

Sabem aquelas pessoas que dormem com um caderno e uma caneta na cabeceira da cama pra terem como anotar seus sonhos assim que acordam? Pois é, sou assim, e a prova disso é o texto de hoje.

Ele foi um dos muitos sonhos loucos que tive e me fizeram odiar o fato de não saber desenhar, porque lembro até hoje das 'cenas' dele, e p*** que pariu... A sensação da lembrança é a mesma que a menina do texto sente quanto vivencia e vê tudo... E não se deixem levar pelas estranhezas, afinal esse texto é obra do meu subconsciente e... Bom, deixa pra lá...

Ok, vou parar de enrolar vocês, se é que alguém lê esse trecho

Espero que gostem! ;]

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Chovia há dias. Na TV não se falava de outra coisa, e já diziam ser a maior tempestade do século, mesmo depois das mudanças drásticas causadas pela fusão com Andrômeda.

Ela estava no salão em cima de sua casa, olhando a chuva e tentando acalmar os bichos que tinham medo do barulho que o vento fazia nas telhas. Sua família, lá embaixo, tentava tirar a água da enchente de dentro de casa. Pelo menos não alagou tanto quanto em 91, quando ela era apenas um bebê de colo.

Sua única função era cuidar dos animais, mas não reclamava, porque essa era uma desculpa perfeita para ficar em seu local preferido naquela casa, e admirando o grande planeta que fazia fronteira com o nosso.

Mesmo a noite e com a chuva era possível vê-lo, mais próximo que a Lua, em tons de preto e azul escuro, praticamente sem brilho, o que era meio incomum para um planeta daquele tamanho. Mas isso não mudava nada, aquela visão era muito mais bela a noite do que de dia.

Aos poucos a chuva diminuía, mas o vento não dava trégua.

O céu ficou limpo, praticamente sem nuvens. As luzes da cidade brilhavam no horizonte, e ele parecia refletir tudo, inclusive as estrelas.

Ela ficou ali, admirando, a ponto de perder a noção do tempo. De repente, viu uma luz fina, semelhante às de eclipses, surgindo por trás de seu planeta.

Estranhou. Não tinha ouvido nada sobre um eclipse…

Mas a faixa de luz aumentava rápido… Rápido demais para ser um eclipse!

Não demorou muito até surgir um meteoro completo. Estava se aproximando rápido demais. Um monstro, nenhuma outra palavra o resumiria melhor, mas era lindo, tanto quanto o seu planeta…

Parecia uma grande bola de lava e terra queimada. Com um vermelho tão vivo e dançante que hipnotizava…

Mas sabia que aquilo era uma loucura, muitos morreriam e o impacto era iminente, sem chance de fuga. Ia doer, muito, mas estava encantada e não podia deixar de olhar para correr e se esconder embaixo da mesa. Se segurou no pilar e continuou ali, parada e deliciada com aquela visão, esperando.

Quanto mais a Lava se aproximava, mais percebia onde seria o impacto. Tinha dó de quem estava na igreja ou morava na região. O máximo que poderiam fazer era correr.

Começou a chover… Uma chuva de raios e relâmpagos. Se segurou mais firme até que o impacto aconteceu.

Nunca tinha presenciado um terremoto como aquele, mas e daí, nunca achou que veria duas galáxias se fundirem, muito menos um meteoro cair a poucos quilômetros de sua casa, saudado por uma bela chuva de luzes.

Teve que fechar os olhos e se proteger por causa da poeira, mas quando os abriu viu Lava se apagando, em uma enorme cratera no meio da cidade escura. Não existia mais a pequena igreja, muito menos as casas que estavam por ali. Ela tinha que descer, que ver aquilo tudo mais de perto.

Correu até a casa dos avós, toda a família estava lá. Faziam a lista de compras para os seus pais que iam ao mercado, aproveitando a calmaria. A primeira coisa que perguntaram quando a viram foi se estava bem, por causa do terremoto, e ela logo contou tudo o que vira. Todos ficaram impressionados, menos seu pai, que ficou mais irritado por ter que enfrentar um mercado sem luz perto de uma cratera, mas nem a raiva dele a impediria de ir ver. Pediu uma câmera emprestada para a tia, que emprestou na condição de que só a usasse de segunda-feira, para evitar assaltos.

E lá foi ela, o único ponto de luz naquela escuridão, afinal Lava já se apagara. Mas quando chegou também se apagou, porque no mesmo dia que viu de camarote o maior dos espetáculos, também enfrentou a maior das filas.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Livro | Resenha | A batalha do Apocalipse - Eduardo Spohr

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Da queda dos anjos ao crepúsculo do mundo 

*

Visão geral

No começo, foi difícil pegar no tranco. Por nenhuma razão especial, afinal, anjos, demônios e Apocalipse são assuntos que, de modo geral, eu gosto. Acho que eu não tinha entrado no clima do livro quando comecei a lê-lo e, mesmo depois de ter entrado, saí diversas vezes. Aí sim, por um motivo específico: Os flashbacks.

Há duas linhas de tempo no livro: a atual, passada no Rio de Janeiro em algum momento depois das Olimpíadas de 2016, e a linha do tempo dos imensos e numerosos flashbacks. Levou um tempo, mas eu aprendi a gostar desse recurso, que ajuda a explicar milhares de coisas da melhor maneira possível, mas em A Batalha do Apocalipse, os flashbacks são enormes.

Tudo bem, eu sei que em uma história épica, como esta pretende e consegue ser, o que importa é a jornada do herói, e alguns flashbacks são ótimos, especialmente o primeiro - onde conhecemos a ótima Shamira, a feiticeira de En-Dor -, e uma determinada viajem pela Terra Santa.

Passei pela Babilônia e a Torre de Babel, passei pela China (meio a contragosto), Constantinopla e a Terra Santa, passei por Enoque (e queria ter passado por Atlântida, tão citada, indiretamente, durante todo o livro) e passei por Sodoma também. Além de passear pelas ruas do Rio de Janeiro e de volta à Terra Santa. Também passei pelo "belo" Sheol (Inferno) e a Fortaleza de Sion, a Torre das Mil Janelas (que na verdade tinha mais que isso de janela).


*

Personagens

Conheci personagens interessantes, como o personagem principal Ablon, um típico herói de instintos, justiça e ideais inabaláveis. Ele é legal, mas a maldita "impossibilidade de fugir de um desafio" por vezes me soou como idiotice.

Mas isso não é algo que eu critique no personagem em si, mas nas pessoas em geral.  Cansei de ouvir coisas como "eu sou assim e não vou mudar" e isso me irrita de uma maneira que não dá para explicar.

Porém, verdade seja dita, no livro de Eduardo Spohr isso tem uma justificativa plausível pois os anjos, como Ablon, não têm livre arbítrio. O que eles nasceram para ser e fazer, eles são e fazem por toda a eternidade.

O melhor personagem foi... Difícil dizer. Eu gostei de todos da mesma maneira. Gabriel tinha tudo para me agradar, não dá para dizer que conseguiu, mas decididamente não decepcionou. A Feiticeira de En-Dor, Shamira, me agradou, e talvez seja uma das candidatas a melhor personagem. Mas tem que competir com Amael, Aziel e Sieme, na realidade não muito trabalhados, de qualquer forma.

Mas tem uma coisa que me incomoda mais do que o número e o tamanho dos flashbacks. O desenvolvimento dos personagens não estava nem em primeiro, nem em segundo plano, possivelmente, estava em quarto plano. Explico:

Primeiro plano: Ablon e sua jornada são o plot da história. Ele é um rebelde, expulso do céu após uma tentativa de ir contra os poderosos Arcanjos (Miguel, Gabriel, Rafael, Lúcifer e Uriel), que tinham inveja dos homens por terem livre arbítrio e o amor de Deus, e por isso estavam ordenando que cidades inteiras fossem destruídas, em nome da Justiça Divina (daí a queda de Enoque, Atlântida, Sodoma e Gomorra). Os flashbacks contam a história dele na Terra, após sua expulsão do céu, junto com seus colegas rebeldes, que foram morrendo um a um. Então, o livro funciona naquilo que se propõe, criar um herói épico.

Segundo plano: Apresentação do universo. Quem são os Arcanjos, os querubins (entre eles Ablon e Apollyon) , os Anjos Caídos (Lúcifer e aquela história bíblica que todos nós conhecemos), e os Anjos Rebeldes, além das castas de anjos. Cada casta de anjo tem uma função. Os Querubíns são guerreiros e não podem recusar um desafio), os Ofanins são os "anjos de guarda" como os conhecemos, e por aí vai. Eduardo faz o que pode para explicar a relação entre as castas e basicamente os personagens são desenvolvidos segundo as características de sua casta. O que até é interessante, mas limita a identificação com personagens que não sejam Ablon ou Shamira.

Terceiro plano: Contextualização histórica. O autor brasileiro, além de escritor, é jornalista e apaixonado por história. E está aí um ponto positivo em seu livro, pois cada flashback ele contextualiza o ambiente e os acontecimentos, baseando-se em acontecimentos reais, e a leitura disto é verdadeiramente fascinante.

Quarto plano: Desenvolvimento dos personagens. Não tenho certeza se é por causa da falta de livre arbítrio dos anjos e das características das castas que o desenvolvimento dos personagens é tão limitado. Provavelmente seja isso, o que, como eu disse, é justificado pela história contada.

Porém, para quem que, como eu, gosta de se apaixonar pelos personagens, se identificar com eles, e ter aquela sensação de que é um amigo seu de muito tempo, isso não vai acontecer nessa história. Fica pelo gosto de cada um, eu decididamente senti falta disso, dos personagens terem aquela característica única, aquilo que os faz especial.

Se Ablon é um querubim, e como querubim ele segue as características de sua casta, então qualquer outro querubim poderia ter feito o mesmo. Então, por que ele se destacaria? Não consegui achar nada de muito especial em Ablon, tomara que você encontre.

*

Observações finais

O final me incomodou, quase tanto quanto o flashback passado na China.

Quero dizer, até esse fatídico flashback, o livro era narrado em terceira pessoa, o que eu considero ideal na criação de um universo. Mas, do nada, chega um flashback narrado em primeira pessoa. E me desculpe se alguém discordar de mim nesse ponto, mas não faz o menor sentido, nem tem a menor utilidade a mudança na narração. Sem falar que nem é o flashback mais interessante da história, apesar de apresentar a visão de deuses anteriores à religião cristã. E, pior, depois que o flashback termina, voltamos à boa e velha narração em terceira pessoa. E é bem difícil não ficar com aquela sensação de "pra que isso?".


Li as 500 e tantas páginas do livro e nem vi o tempo passar. O que considero ser uma coisa boa. Mas não fiquei, como costumo ficar, imaginando possibilidades, interações diferentes entre os personagens. Portanto, o livro está longe de ser algo no que eu me vicie, e não, não sei exatamente o que isso quer dizer.

Estava ótimo. A luta final, que durou bastante e não ficou maçante em nenhum momento, foi muito boa. A resolução dela também foi ótima. Mas podia ter acabado aí. Pois, quando cheguei ao Epílogo, fiquei com a sensação de que não, aquilo não era necessário. Ou pelo menos não daquele jeito.



*

Li, gostei, mas ignoraria facilmente o epílogo. Você está livre para discordar, mas se servir para acalmar os ânimos, eu realmente gostei do livro. Na época em que li, estava no último ano de jornalismo, atravessando São Paulo da Zona Leste até a Barra Funda, pegando três conduções, em meio a um completo bloqueio criativo que é o pesadelo de qualquer pessoa que viva de escrever... e digo que o meu melhor passatempo dessa época foi ler esse livro. Eu sentava no ônibus e lia, e quando chegava na faculdade lia mais, e depois em casa lia mais, e eu não conseguia pensar em ler mais nada até que ele estivesse terminado.

E, cá entre nós, é para isso que serve um livro, não é? Nesse ponto, Eduardo Spohr acertou em cheio.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Original | Conto | Prazer - Ana Bárbara

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Bora estrear os contos!

A seguir está um trecho da história de um personagem que criei há pouco tempo. Ele ainda não tem nome, mas vou explicar brevemente sua história.

Ele é um padre da época da inquisição. Nesse texto, ele reza enquanto pensa na pessoa que está em sua frente, que morreu enquanto era torturada. Ele nasceu numa aldeia simples, e sua mãe, que não era cristã, adorava as festas sazonais, e em uma delas ela conheceu um homem e começou a viver com ele. Mas esse homem violentava o filho dela e ela não sabia. No fim, a mãe dele e o homem foram queimados na fogueira, condenados por serem pagãos, e o menino acabou sendo acolhido por alguns padres. Assim ele viu na religião a resposta para o seu trauma de infância e acabou virando um lunático fanático.

Espero que gostem. ^^

__________________+__________________ 

“Pater Noster, qui es in caelis, sanctificetur nomen tuum.”
Ele estava terminando suas orações.

“Adveniat regnum tuum.”
Sentia que suas preces eram o máximo de piedade que aquelas pessoas mereciam.

“Fiat voluntas tua…”
A morte era apenas uma parte do julgamento pelos seus pecados.

“Sicut in caelo et in terra.”
E aquela, que estava em sua frente, não conseguiu aguentar a dor que seus crimes lhe causavam.

“Panem nostrum quotidianum da nobis hodie…”
Não pode ser purificada.

“Et dimitte nobis debita nostra…”
Não quis ser purificada.

“Sicut et nos dimittimus debitoribus nostris.”
Essa era sua Missão Divina.

“Et ne nos inducas in tetationem…”
E ele sentia prazer sempre que cumpria seu papel.

“Sed libera nos a malo.”
Por mais errado que esses sentimentos fossem.

“Amen.”

O corpo jazia em sua frente, belo, mesmo com as marcas feitas por Ele, na tentativa de livrar sua alma. Aquela garota sabia que precisava se arrepender, mas ela não o fez. Preferiu negar suas artimanhas até o último suspiro. E seu corpo era apenas uma das provas de sua mácula, assim como em tantos outros filhos e filhas, que recusaram a salvação.

Diferente de muitos de seus irmãos, ele não se sentia atraído por aquelas pessoas que julgava em nome Dele, mas não podia negar a beleza de cada um, mesmo sabendo que aquilo era uma obra vil, uma espécie de ilusão, feita para cegar e encantar os mais fracos, mas ele… Ele não era fraco, graças a sua mãe, que lhe deixou uma herança demoníaca, invocada nas festas sazonais que tanto frequentava. Aquela sombra o seguia por onde fosse, não lhe dava paz, exceto quando aplicava a Lei Divina, o único momento em sua vida no qual se sentia tão bem, a ponto de corar e sorrir ao lembrar de como cumpria sua Missão.

E sua força também se originava daquele ser. Ainda conseguia lembrar do toque de suas garras e dos pesadelos que vivia quando pequeno. Sabia que em parte a culpa era sua, pois era fraco, não tinha forças para afastá-lo, para gritar e se proteger daquele mal. E sua mãe…

Ela perdeu o controle sobre a criatura, mas teve um fim digno. Se libertou pelas chamas, reconhecendo seu pecado e implorando perdão. No mesmo dia o demônio encontrou o fim e foi mandado de volta para as profundezas das quais nunca devia ter saído. Mas a sombra se manteve ali, inflexível, cruel…

Agora, nem mesmo essa assombração era capaz de lhe atingir. Ele estava cumprindo seu dever como um dos filhos do Senhor. A Justiça Divina estava do seu lado e nunca o deixaria.

Encarou aqueles olhos mortos e vazios por muito tempo. Mais uma alma não salva… Apenas mais uma, de todas as milhares que já havia entregue à Justiça do Senhor. Poucas aguentavam o processo de purificação, e menos ainda eram as que reconheciam seus erros, seus pecados…

Apenas mais uma… E naquela noite ele dormiria rápido e tranquilo… O sono dos justos.

sábado, 19 de janeiro de 2013

HQ | Resenha | Naruto - Masashi Kishimoto

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Avisos:
Esse post contém Spoiler. Se não gosta, melhor não ler. Se não sabe o que é Spoiler, é quando alguém estraga a surpresa de alguém;
Naruto é um manga - história em quadrinhos japonesa - de Masashi Kishimoto e publicado pela revista semanal Shounen Jump. O anime - desenho animado japonês - é produzido pela TV Tokio;
Esse post é de alguém leigo em cultura japonesa e em outros mangas, mas viciado em Naruto.

***
O protagonista


Naruto Uzumaki
Há muito tempo, quando comecei a acompanhar Naruto, eu conheci Sasuke Uchiha e pensei: "Vou gostar mais desse personagem do que do principal, como sempre acontece!" E comecei a assistir o anime - no SBT, confesso - cada vez com mais ansiedade.

No entanto, não demorou para que eu percebesse que o que me levava a assistir o anime todos os dias não era o popular Sasuke Uchiha, como era esperado, mas sim o irritante e desengonçado protagonista, Naruto Uzumaki (Ou Uchiha Sasuke e Uzumaki Naruto como os japoneses falam).

Eu achei curioso esse fato porque nunca, em toda a minha vida, gostei mais dos personagens principais do que de seus amigos. Em Harry Potter, eu gosto mais do Rony Weasley, por exemplo. E em Avatar: a lenda de Aang, eu gostava mais do Soka, que do Aang. Em todas as outras histórias, a mesma coisa.

Isso porque a preferência do autor pelo protagonista sempre me incomodou um pouco e eu queria saber mais sobre aquele amigo que o seguia para todo canto, não importasse o que acontecesse.

"Eu nunca volto atrás com minha palavra! Esse é meu jeito ninja!"

Até que fui apresentada a Naruto Uzumaki e aqueles padrões que eu conhecia foram distorcidos. Para começar, era o protagonista o personagem mais ignorado do enredo, o mais sofrido e o mais solitário. Naruto era aquele personagem que tinha que lutar muito para conseguir o que queria e para ser alguém que pudesse ser respeitado.

E, apesar de ser extremamente irritante, Naruto também era incrivelmente doce em sua ingenuidade - e burrice, muitas vezes. Apesar de ser desengonçado, Naruto também era justo e gentil com as pessoas, não importando quem fossem, o que fizessem e suas motivações.

O resultado foi que eu me apaixonei pelo personagem, sua história e a dor que envolve todo seu crescimento e amadurecimento. E, acima de tudo, admiro a sua devoção à amizade, sua mania insistente de não desistir de um amigo, mesmo que ele tenha desistido de si mesmo.

O mundo ninja



O mundo de ninja, no qual se passa a história do manga Naruto, é dividido em cinco grandes nações. Há outros países, menores, mas esses cinco são importantes porque, dentro de cada um deles, há uma Vila Oculta, que é onde vivem os ninjas daquela nação. E, cada uma dessas Vilas Ocultas tem o seu governante, que carrega o nome de Kage. Ou seja:

País da Água - Vila Oculta da Névoa - Mizukage

País do Fogo - Vila Oculta da Folha (Konoha) - Hokage

País da Terra - Vila Oculta da Pedra - Tsuchikage

País do Trovão - Vila Oculta da Nuvem - Raikage

País do Vento - Vila Oculta da Areia - Kazekage



A história 
Naruto e Kyuubi, a Rapoza de Nove Caudas


Naruto Uzumaki, no começo da história é um garoto de doze anos, órfão, hiperativo, palhaço da turma, o ninja menos inteligente, mais inocente e a pessoa mais odiada de sua vila.

O motivo de tanto ódio é o mote da história. Naruto, quando nasceu, foi escolhido pelo Quarto Hokage para ser o hospedeiro da Kyuubi - ou Rapoza de Nove Caudas - que, na noite em que ele nasceu, 10 de outubro, estava destruindo Konoha. A escolha só foi explicada bem mais tarde, mas não vou dar esse spoiler agora.

Acho que foi a solidão de Naruto, mais do que tudo, que fez com que eu me apaixonasse pela história. Era triste e cruel o modo como ele teve que enfrentar aquela solidão, sem sequer saber quem eram seus pais, ou que ele era o hospedeiro da Kyuubi.

Para protegê-lo - de quê não sei -, foi proibido que esse assunto fosse discutido na vila. E todos aqueles que nasceram e cresceram após o ataque da Kyuubi não souberam de nada sobre o passado de Naruto. O que não impediu que o tratassem da mesma forma como seus pais o faziam, afinal, se os pais diziam que havia alguma coisa estranha com "aquele garoto", devia ser verdade.

Os primeiros amigos


Umino Iruka e Uzumaki Naruto
Naruto tornou-se um garoto rebelde, mas jamais perdeu sua justiça. Portanto, em algum momento seria natural que ele acabasse fazendo amigos. Foi o que aconteceu, quando seu sensei da Academia Ninja reconheceu que, como órfão também, poderia ter feito mais por Naruto e os dois passaram a ter uma relação quase de pai e filho. Uma relação simplesmente linda, pela qual não tem como não ficar encantada.

Depois de se formar na Academia Ninja como Gennin - primeiro estágio ninja - Naruto tornou-se membro do Time 7, sob a orientação de Kakashi Hatake, e tendo como companheiros a bela e inteligente Sakura Haruno e o misterioso gênio e último sobrevivente do lendário clã Uchiha, Sasuke.

Foi então que a paixão pelo anime/mangá me pegou de jeito. Naruto amava Sakura, que amava Sasuke, que não amava ninguém, apenas a vingança. E eu assisti a amizade desses três crescer cada vez mais, cheia de muita marra, rivalidade e amores platônicos que, como em um bom shounen - mangá de ação - não se resolveram ainda, mesmo após quase 600 capítulos e mais de 10 anos de mangá!!!

Time 7: Hatake Kakashi, Uchiha Sasuke, Haruno Sakura e Uzumaki Naruto
Hoje em dia, o mangá Naruto está em uma segunda parte, com os personagens que antes tinham doze anos, agora com 16 anos. E tudo ficou mais complicado, mais sofrido, mais lento... Resolve essa, Kishimoto!

Enfim, Naruto é uma história que ensina sobre o valor da amizade, de acreditar em si mesmo, de ser justo, bom e saber perdoar.

Eu falaria mais sobre Naruto, mas acho que já é muito esperar que quem entrar neste blog leia um texto desse tamanho. Então, vou parar por aqui hoje. Acho que vou escrever mais em outro post, sobre todas as outras coisas interessantes que eu amo sobre este mangá.

Até lá então.